Por
Liliana Lopes
Era véspera de natal, e todas as estrelas do céu
aguardavam ansiosamente pela passagem de alguém muito especial, o pai
natal.
Todos os anos o pai natal passava por ali,vindo
sabe-se lá de onde, numa correria desenfreada em direcção à Terra, com o seu
trenó carregado de presentes.
As estrelas adoravam o natal. Era a altura do ano
em que a Terra tinha mais brilho do que o próprio céu. Mas de ano para
ano a intensidade da luz ia diminuindo.
Corria um boato entre os habitantes do céu que o
pai natal andava a ficar choné e que a culpa de o natal já não ser o que era,
era sua. Alguns diziam até que numa das suas visitas à terra apanhou a doença
da preguiça e a mania das pressas, por isso é que cada vez mais ele se esquecia
de realizar todos os pedidos que lhe eram feitos.
As estrelas não se conformavam, elas queriam
salvar o natal, então reuniram-se todas em confêrencia familiar e decidiram que
uma estrela de cada cor iria apanhar boleia com o pai natal e descer à Terra.
E assim foi. Todas em filinha seguiram o pai
natal. Por onde passavam as estrelas deixavam particulas de si nos corações das
pessoas, espalhando luz e magia, cobrindo a terra de um manto imenso de cores.
A missão estava cumprida.
Depois de tão estafada jornada as estrelas
regressaram a casa admitindo que não era fácil a vida do pai natal. Elas
estavam exaustas. Havia tanta tristeza na Terra que só numa noite esgotaram as
suas reservas de luz.
Era então hora de descansar, e foi ao deitarem-se sobre o leito luminoso da Sra Lua que deram por falta da estrelinha dourada,a estrela da coragem. Ela não se tinha perdido pelo caminho, tinha decidido ficar na Terra entre os humanos, ela achava que o seu lugar era ali, não só no dia de natal, mas sempre, porque nós os humanos precisamos sempre de coragem.
FIM
Sem comentários:
Enviar um comentário