segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

6 - CHUVA DE ESTRELAS


Por Liliana Lopes

Era véspera de natal, e todas as estrelas do céu aguardavam ansiosamente pela passagem de alguém muito especial, o pai natal. 

Todos os anos o pai natal passava por ali,vindo sabe-se lá de onde, numa correria desenfreada em direcção à Terra, com o seu trenó carregado de presentes. 

As estrelas adoravam o natal. Era a altura do ano em que a Terra tinha mais brilho do que o próprio céu.  Mas de ano para ano a intensidade da luz ia diminuindo.

Corria um boato entre os habitantes do céu que o pai natal andava a ficar choné e que a culpa de o natal já não ser o que era, era sua. Alguns diziam até que numa das suas visitas à terra apanhou a doença da preguiça e a mania das pressas, por isso é que cada vez mais ele se esquecia de realizar todos os pedidos que lhe eram feitos.

As estrelas não se conformavam, elas queriam salvar o natal, então reuniram-se todas em confêrencia familiar e decidiram que uma estrela de cada cor iria apanhar boleia com o pai natal e descer à Terra.

E assim foi. Todas em filinha seguiram o pai natal. Por onde passavam as estrelas deixavam particulas de si nos corações das pessoas, espalhando luz e magia, cobrindo a terra de um manto imenso de cores. A missão estava cumprida.

Depois de tão estafada jornada as estrelas regressaram a casa admitindo que não era fácil a vida do pai natal. Elas estavam exaustas. Havia tanta tristeza na Terra que só numa noite esgotaram as suas reservas de luz.

Era então hora de descansar, e foi ao deitarem-se sobre o leito luminoso da Sra Lua que deram por falta da estrelinha dourada,a estrela da coragem. Ela não se tinha perdido pelo caminho, tinha decidido ficar na Terra entre os humanos, ela achava que o seu lugar era ali, não só no dia de natal, mas sempre, porque nós os humanos precisamos sempre de coragem. 

                                                                                                                      FIM

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