(Conto infantil )
Por Célio Passos
A
maior paixão de Vasco era desenhar. Na escola, todos os anos pelo Natal, havia
um concurso de desenho e o Vasco era quase sempre o vencedor. O tema era sobre
aquela quadra festiva.
Vasco surpreendeu todos, pois desenhou um pássaro estranho mas lindíssimo, de cores maravilhosas que parecia vivo. Ninguém conseguiu fazer a ligação do pássaro com os motivos natalícios.
O júri ficou muito curioso , pediu ao Vasco para explicar o desenho.
Vasco surpreendeu todos, pois desenhou um pássaro estranho mas lindíssimo, de cores maravilhosas que parecia vivo. Ninguém conseguiu fazer a ligação do pássaro com os motivos natalícios.
O júri ficou muito curioso , pediu ao Vasco para explicar o desenho.
- É o
pássaro do Natal – explicou Vasco.
-
Pássaro do Natal? Mas não há pássaro algum que tenha ligação com o Natal?
Existe o burro e a vaca do presépio e o peru que é costume comer-se no Natal. –
disse o presidente do júri.
- Passou a ser este também, um pássaro, o
pássaro do Natal – justificou Vasco.
O júri decidiu atribuir o primeiro prémio
ao Vasco.
Vasco de manhã antes de sair de casa foi
admirar mais uma vez a sua obra, e depois de tomar o pequeno almoço abalou para
a escola.Na secretária do Vasco estava um frasco com um pó, que parecia muito antigo e que lhe foi dado pelo
tio Cassiano, que dizia que aquele pó era mágico.
O tio
Cassiano era um mágico extraordinário, tão extraordinário que um dia fez uma
magia e desapareceu mesmo, nunca mais apareceu.
Vasco
regressou da escola e a primeira coisa que fez foi ver o seu pássaro. Observou
o desenho, tornou a observar, virou de um lado, virou do outro, e jurava que o
desenho não era o mesmo; o pássaro estava com o bico aberto parecia que estava
a cantar e não foi assim que o desenhou. Reparou que o frasco do pó mágico do
tio Cassiano estava aberto. Ali havia mão do tio Cassiano, desconfiou.
Quando
o pai chegou a casa, Vasco pediu-lhe que fossem encaixilhar o desenho, porque
tinha medo que o desenho se perdesse.
Chegaram
a casa e colocaram-no numa das paredes do quarto de Vasco.
No dia
seguinte era noite de Natal e Vasco estava entusiasmado o com seu pássaro de
papel. Mal chegou da escola foi ver
o seu pássaro. Quando chegou ao quarto, reparou que o quadro tinha caído ao
chão, estava todo partido e o pássaro não estava lá. Pensou uma vez mais no tio
Cassiano até porque o frasco do pó mágico estava espalhado sobre o quadro
estilhaçado.
Quando
olhou para a janela, viu o pássaro vivo e a saltitar no parapeito, não queria
acreditar. Aproximou-se
devagarinho, estendeu a mão, e o pássaro de papel saltou-lhe para a sua palma.
Desceu as escadas com o pássaro na mão e perante o espanto de todos, Vasco
mostrou que o seu pássaro de papel. Levantou voo e foi pousar junto à estrela
da árvore de Natal, e começou a trinar uma bela canção de Natal.
- É a
magia do Natal – disse o Vasco.
O
jantar de Natal foi o melhor de sempre e com uma música de fundo, muito própria
da quadra, belas canções de Natal trinadas por um pássaro que era de papel.
Vasco
olhou para a árvore e o pássaro estava muito vivo a olhar em volta. Vasco
estendeu a mão, o pássaro desceu da árvore num elegante voo e pousou suavemente
na palma da sua mão.
Nesta
posição subiu as escadas até ao seu quarto.Chegou à secretária, estendeu um
papel branco e com jeitinho deslizou o pássaro para o papel. Este ficou muito
quieto e Vasco deitou-lhe o pó mágico do tio Cassiano. O pássaro começou a
baixar a deitar-se de lado e entranhou-se no papel. De novo, Vasco tinha o seu
pássaro no papel; tinha descoberto um dos segredos do pó mágico do
tioCassiano.Pegou no papel meteu-o numa capa plástica e antes de o fechar numa
gaveta à chave, disse:
- Até
ao próximo Natal, meu pássaro de papel.
Fim
Sem comentários:
Enviar um comentário